Uvas tintas que você precisa conhecer

Cabernet Sauvignon, Malbec e Merlot estão entre elas.

Só na Itália existem 377 uvas autóctones, segundo o livro Wine Grapes, de Jancis Robinson, ou seja, há muito mais uvas viníferas no mundo do que podemos imaginar. Algumas delas são chamadas de “internacionais”, já que se adaptam bem a diferentes terroirs e são cultivadas em muitas regiões do mundo. Selecionamos 7 uvas tintas das mais conhecidas (e entre as mais plantadas) para te contar algumas características. Confira!

Cabernet Sauvignon

A Cabernet Sauvignon é conhecida como a rainha das uvas tintas! Quando cultivada em locais mais frios aparecem os aromas de groselha e cassis; em locais quentes percebem-se amora-silvestre e cereja negra. Outros aromas possíveis são pimenta-do-reino e menta. Por sua grande capacidade de adaptação é cultivada em praticamente todas as regiões vinícolas do mundo, mas sua origem é o Gironde, em Bordeaux, na França, a partir de um cruzamento entre a Cabernet Franc e a Sauvignon Blanc.

Malbec

Sua terra natal é Cahors, na França, onde é chamada de Côt ou Auxerrois. Seus sabores clássicos são condimentados ou de frutas silvestres e seus vinhos possuem taninos potentes. Na Argentina adaptou-se tão bem que se tornou a tinta mais popular do país.

Merlot

A Merlot foi por muito tempo apenas coadjuvante na elaboração de grandes vinhos de Bordeaux, na França, por arredondar as “arestas” da Cabernet Sauvignon. Porém, ganhou espaço em vinhedos na Margem Direita, onde se adaptou muitíssimo bem ao solo argiloso e gera vinhos aveludados. No Chile também é comum e origina exemplares elegantes e macios. Entre seus aromas dominantes framboesa, cereja-negra, frutas cristalizadas, chocolate e cedro. Quando o vinho é amadurecido em carvalho americano percebem-se notas herbáceas.

Pinot Noir

Esta é a cepa da Borgonha que origina alguns dos vinhos mais famosos do mundo. Uva bastante complexa e delicada, é melhor cultivada em climas frios, onde desenvolve mais acidez e aroma, e seus vinhos variam enormemente de região para região. Quando envelhecido em barrica provavelmente irá apresentar os famosos aromas animais, de couro ou de cogumelos secos. Além dos tintos, entra nos cortes dos grandes espumantes e champanhes. Os vinhos elaborados com essa casta no Novo Mundo geralmente são menos encorpados e com taninos mais delicados. O que confere a capacidade de envelhecimento a um Pinot Noir é a acidez que o vinho apresenta.

Tempranillo

Base dos grandes espanhóis da Rioja e Ribera del Duero, esta uva elabora vinhos potentes, com taninos e acidez elevados, ricos em frutas e especiarias. Na Espanha também é conhecida como Ull de Llebre (Priorato), Tinto Fino e Tinta del País (ambas na Ribera del Duero), Tinta de Toro (Toro) e Cencibel (La Mancha); em Portugal, Tinta Roriz e Aragonez. Na Espanha, os vinhos são identificados de acordo com o período de amadurecimento em carvalho (Crianza, Reserva e Gran Reserva). Entre seus aromas dominantes cereja, figo seco, cedro, tabaco e endro.

Sangiovese

Esta é a estrela da Itália e origina desde vinhos com marcada acidez e de médio corpo, como os Chianti, até os encorpados Brunellos de Montalcino. Didaticamente, são mais comuns dois estilos de vinhos: o rústico, que mantém a alta acidez e os aromas herbáceos do vinho envelhecido em barricas bem usadas; e o moderno, quando o vinho é amadurecido em carvalho para agregar sabor e suavizar a acidez. Groselha, tomate assado, framboesa e amora-silvestre também são aromas possíveis.

Syrah

Esta uva tem sua expressão máxima na região do Vale do Rhône, no sul da França, onde prevalece em vinhos de corte como Côte-Rotie e Hermitage. Produz vinhos de corpo médio a encorpado com aromas predominantes de ameixa, pimenta-verde, couro e cacau. Já em países do Novo Mundo, onde é chamada de Shyraz, origina rótulos encorpados, frutados e com aromas de chocolate, especiarias e baunilha.

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