Os vinhos e drinks amados pela realeza

Um pouquinho sobre como a nobreza influencia o gosto das pessoas para vinhos, whisky ou coquetéis.

A realeza é um tema muito relevante desde que a monarquia deu seus primeiros passos na história – afinal, os nobres eram pessoas influentes e a quem era estabelecido um título que permaneceria com este até a morte ou, em poucos casos, até a abdicação. E a Família Real sempre foi responsável por representar o papel do imaginário, da beleza e do deslumbre que contribuía para que o seu poder fosse firmado sob os olhos de quem os servia. Antes mesmo da princesa Diana se tornar a protagonista perfeita da indústria cultural no meio da década de 1980, a aristocracia londrina era palco para um respeitoso entretenimento no Período Regencial Britânico (1795–1837) e influenciava em todos os aspectos, inclusive nos vinhos e drinks amados pela realeza.

A classe trabalhadora procurava reproduzir a forma de agir, o que vestiam, comiam e, o mais acessível, simbolicamente: o que bebiam. Isto porque para beber como a realeza não era necessário ser dono de muitos dotes, em alguns casos. A Rainha Elizabeth I, por exemplo, era conhecida por apreciar o hidromel, que é uma espécie de vinho à base de mel. Maria Antonieta, ao contrário de todos os membros da realeza e aristocracia, apreciava um simples chocolate quente. Pensando nessas curiosidades, selecionamos algumas informações sobre as bebidas favoritas de alguns membros conhecidos da realeza. Confira!

As Rainhas

Soberanas responsáveis pelas declarações de guerra e celebrações de paz, as rainhas poderiam facilmente dar comandos ao exército descansadas no conforto de seus salões informais enquanto seguravam um drink em seus cálices de ouro. O favorito da Rainha Vitória era um bom whisky misturado com várias outras bebidas. Ela adorava montar coquetéis de whisky e chá, clarete e refrigerante.

A Rainha Margaret também era apaixonada por whisky, principalmente o escocês, e preferia a bebida pura com um pouco de água mineral. Enquanto isso, Elizabeth II, a atual rainha da Inglaterra, gosta de um drink à base de Dubonnet (um aperitivo doce à base de vinho fortificado) e gin com um toque de limão, antes do almoço.

Os Reis e Imperadores

Os reis estavam no topo do poder de toda monarquia, e, de acordo com dados históricos, quem é que viesse a se opor aos mandados poderia desaparecer misteriosamente. O Czar da Rússia Pedro, o Grande, foi um desses personagens violentos. Apesar de declarar seu gigantesco orgulho pelo próprio país, só veio a descobrir o drink favorito em uma visita à Inglaterra: o conhaque apimentado.

Rei Luís XIV, da França, só tomava champagne desde os seus 16 anos, e foi essa predileção que causou certo atrito entre as regiões vinícolas da França, uma vez que algumas sentiam que a região de Champagne estava sendo favorecida injustamente pelo rei. Napoleão Bonaparte, Imperador da França, também era muito fã de champagne. Existem documentos, inclusive, que relatam que Bonaparte e sua comitiva consumiam em torno de 50 garrafas de vinho por dia em sua prisão-exílio na ilha de Santa Helena. Já Alexandre, o Grande, Rei da Macedônia, também gostava muito de vinho. Uma das teorias sobre a origem da tradição de brindar sugere que o bater das taças tenha surgido numa época próxima do reinado de Alexandre.

E faz parte da história a adoração por vinho desde o mundo antigo. Diversas ânforas foram encontradas em escavações que sugerem serem de muitos anos antes de Cristo. Uma dessas famosas escavações foi a da tumba de Tutancâmon, o Rei do Egito, que foi enterrado junto a várias ânforas de vinho. Mais tarde, estudos apontaram que apesar dos vinhos tintos, brancos e fortificados marcarem presença ao lado do faraó, o que mais predominava era o branco. Cleópatra, além de amar tanto o vinho a ponto de tomar banho com ele, usou a bebida como estratégia para encantar o governante da Roma, Júlio César, e logo após o general Marco Antônio.

Os Príncipes, Princesas e Duquesas

Os príncipes e princesas, tal qual os duques e duquesas, que estão no cargo mais próximo ao rei e são os membros da corte com uma vida mais controlada e reprimida – afinal, a coroa iria para um deles de acordo com a ordem de sucessão da monarquia. A princesa Diana foi a que mais sofreu com as regras da realeza, mas isso não impedia que ela fosse vista se divertindo em barzinhos com amigos fora do ciclo social da Rainha, e, ainda assim, não era conhecida por ser grande fã de beber. Apesar disso, Lady Di apreciava um coquetel de pêssego Bellinni, drink que experimentou na companhia do amigo e astro do rock Freddie Mercury.

Seus filhos, os príncipes William e Harry são apreciadores da bebida, também. William prefere cerveja, assim como o avô príncipe Philip, o duque de Edimburgo. Seu irmão príncipe Harry preferia uma dose de vodca misturada com energético, mas após se tornar pai, passou a beber cerveja também. A duquesa de Cambridge e esposa do príncipe William, Kate Middleton, costuma apreciar um coquetel chamado Crack Baby, que mistura vodca, champagne e maracujá. A duquesa de Sussex, Meghan Markle, por outro lado, prefere uma simples taça de tinto, tendo preferência ao vinho italiano.

Com todo esse conhecimento em mãos, temos certeza que você vai querer se aventurar no mundo dos vinhos, dos drinks ou dos coquetéis. Tim-Tim!

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