Pronto para conhecer a Pinot Noir?

Conheça a uva tinta de origem francesa que tem uma legião de entusiastas pelo mundo.

A Pinot Noir é uma das uvas mais antigas que temos conhecimento. Estudiosos dizem que ela é cerca de mil anos mais velha que a Cabernet Sauvignon. É uma casta temperamental, complexa e delicada, pois é difícil de ser cultivada e exige uma série de condições climáticas para que origine vinhos que sejam a verdadeira expressão do terroir.

Natural da Borgonha, na França, passou a ser cultivada pelos monges cistercienses ainda na Idade Média. Durante séculos, estes religiosos estudaram os melhores terrenos e construíram um verdadeiro mosaico neste pedaço de território francês que hoje origina alguns dos melhores vinhos do mundo.

Por isso, a Pinot Noir é considerada a grande intérprete do terroir da Borgonha, sendo que sua melhor expressão é na Côte d’Or. Quando jovens, os vinhos apresentam cor rubi intenso que se torna mais pálido ao longo do tempo, até atingir a cor alaranjada. No nariz, destacam-se frutas frescas como cereja e groselha, pimenta picante e canela, às vezes ressaltada com café ou notas de fumaça. Com o passar dos anos os sabores se tornarão notas de geleia, aromas requintados de cogumelos silvestres, trufas, notas animais, couro e pele. Produz vinhos arredondados, com taninos delicados que suavizam com o tempo. A acidez depende da safra e é o que possibilita o envelhecimento pleno de um vinho Borgonha.

A encantadora e versátil uva tinta Pinot Noir!

Parentes da Pinot Noir

Dizem que onde há Pinot Noir há Chardonnay e a explicação é muito simples: a Chardonnay é o resultado do cruzamento entre a Pinot Noir e a Gouais Blanc. No livro Wine Grapes, a autora Jancis Robinson escreve que as uvas Pinot Gris/Grigio e Pinot Blanc são mutações de cores da Pinot Noir.

Décima variedade de uva vinífera mais plantada do mundo (a França lidera, seguida de Estados Unidos e Alemanha), é melhor cultivada em climas frios, onde desenvolve mais acidez e aroma. Além dos tintos, entra nos cortes dos grandes espumantes e champanhes. Os vinhos elaborados com essa casta no Novo Mundo geralmente são menos encorpados e com taninos mais delicados.

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