Vinhos Due Mari: das melhores vinícolas da Itália

Conheça alguns rótulos que expressam a tipicidade do terroir italiano.

A Itália, um dos países mais ricos em cultura e arte do mundo, berço do Renascimento e de artistas como Leonardo da Vinci e Michelangelo, também conta com impressionante histórico enogastronômico.

O país europeu está localizado em excelente posição geográfica e apresenta vários microclimas e solos, diversidade que favorece a produção de vinhos. Na época do Império Romano, partiu dali a disseminação da cultura do vinho para toda a Europa. Antes disso, os gregos já chamavam a Itália de “Enotria”, que, em latim, significa “terra do vinho”.

Atualmente, o país é o maior produtor de vinhos do mundo, com 49,1 milhões de hectolitros ao ano (dados OIV, referentes a 2020) e está em segundo lugar em consumo per capita por ano com 46,6 litros.

Na Itália, produz-se vinhos no país inteiro. Vamos te apresentar as principais regiões, suas caraterísticas e vinhos incríveis para você experimentar. Confira!

Puglia

O salto da bota da Itália, onde está a Puglia, é historicamente uma região de passagem de diversas culturas que viram ali também uma rota de entrada para a Europa. O conceito de terroir é muito bem caracterizado, dos picos montanhosos de Daunia às costas arenosas de Salento, passando por áreas montanhosas amplas e ensolaradas. Os vinhos da Puglia têm uma riqueza de aromas e sabores sem igual. As tintas são as uvas mais plantadas, principalmente pelas altas temperaturas da região.

As principais tintas são Primitivo, Nero di Troia, Negroamaro, Malvasia Nera, Sangiovese e Aglianico. A Primitivo origina vinhos alcoólicos e encorpados, com notas de frutas pretas em compota e de especiarias, além de taninos adocicados.

Para experimentar: Due Mari Primitivo Puglia IGT

Encorpado, quente e com taninos marcantes. Possui aroma de frutas vermelhas com notas de alcatrão.

Abruzzo

A região de Abruzzo está localizada entre o Mar Adriático e os maciços do Gran Sasso (o clímax dos Apeninos, com 2.700 metros). A região pode ser dividida em duas zonas: a parte interna, de clima continental, e a costa montanhosa e de clima ameno. Devido a essas condições, as videiras são submetidas a grandes oscilações térmicas entre dia e noite, o que é bastante benéfico. No total, são 36 mil hectares de vinhedos.

Abruzzo é famosa pela uva Montepulciano e a denominação Montepulciano d’Abruzzo DOC. Os exemplares vão dos simples e frutados aos mais encorpados e envelhecidos em barrica. A uva Montepulciano representa mais da metade das plantações.

Para experimentar: Due Mari Montepulciano d’Abruzzo DOC

Vinho de aromas frutados e florais. Em boca é robusto, com sabores de frutas vermelhas e notas de alcatrão. Ganhou Medalha de Ouro na Monterey Intenational Wine Competition, com 90 pontos.

Sicília

É a maior ilha do Mediterrâneo e tem uma história antiquíssima com a vitivinicultura. São mais de 160 mil hectares de videiras que fazem da Sicília o maior vinhedo da Itália. É uma região bastante montanhosa (cerca de 61% da Ilha) marcada pela presença do imponente e ativo vulcão Etna (3.350 metros). O clima é mediterrâneo, com verões quentes e invernos suaves e chuvosos, e com estações intermediárias muito variáveis. O solo é formado por areia, calcário, argila e basalto vulcânico.

Existe uma IGT, Indicação Geográfica Típica, para toda a ilha (IGT Sicília). A Nero d’Avola é a cepa tinta dominante e produz desde vinhos quentes e frutados, para consumo rápido, até exemplares mais complexos. Também há as tintas Nero d’Avola, Frappato, Nerelo Mascalese e a internacional Syrah.

Para experimentar um tinto: Due Mari Nero d’Avola Sicilia DOC

Rico e complexo, apresenta maravilhosas notas de frutas vermelhas e pretas. Em boca é concentrado, poderoso e quente.

Para experimentar um branco: Due Mari Pinot Grigio Terre Siciliane IGT

Fresco e frutado com aromas que lembram maçã e pera, com notas cítricas e florais.

Toscana

A Toscana tem importância imensa para a Itália, não apenas pela vitivinicultura, mas por fatores históricos e culturais. Muito antes dos romanos, os etruscos estavam estabelecidos nessa região na época conhecida como Etrúria, que viveu seu esplendor entre os séculos VIII e V a.C. Na verdade, os etruscos é que introduziram a viticultura na Itália e já dominavam as técnicas quando os romanos lá chegaram.

Os territórios onde se situam as colinas de Chianti, Montalcino e Montepulciano, Lucchesia e Maremma têm predominantemente solos calcários-argilosos, que dão aos vinhos – especialmente os à base de Sangiovese – boa estrutura, acidez e sabor. Além disso, especialmente nas áreas de Chianti e Siena, há o Alberese, rocha calcária ocre, e o Galestro, uma rocha lamelar e argilosa, que são os responsáveis pela longevidade e pela elegância dos vinhos.

Para experimentar: Due Mari Chianti DOCG

DOCG significa Denominação de Origem Controlada e Garantida, a mais alta qualificação da Itália. Este vinho apresenta grande tipicidade, com os tradicionais aromas que lembram violetas. Em boca é equilibrado e com taninos envolventes. Elaborado com as uvas Sangiovese (85%), Canaiolo (10%) e Ciliegiolo (5%).

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