Vinhos: mitos ou verdades

Lendas e fatos relacionados ao mundo dos vinhos.

Quanta verdade há por trás de cada história ou afirmação que se faz sobre vinho? Mesmo com o aumento do consumo e da cultura do vinho há quem dissemine inverdades – e quem acredite nelas. Fizemos então um pequeno guia para você se divertir enquanto degusta sua taça de vinho predileta. Tim-Tim!

Vinho com tampa de rosca é de qualidade inferior.

Apesar de muita gente torcer o nariz para a tampa de rosca, ou screw cap, não há nada de errado ou de inferior nos vinhos lacrados por ela. É simplesmente uma forma de vedar mais econômica e que serve à perfeição para vinhos que serão consumidos em até 5 anos. Para os de longa guarda, aqueles que serão degustados daqui 15 ou 20 anos, mais ou menos, há justificativa para uma rolha de cortiça. Para os demais, não precisa. Quer experimentar? Vai de Santa Julia Colleción Tempranillo e Malbec. Uma dica: não tente abrir pela parte superior da tampa, mas gire a parte que fica no “pescoço” da garrafa e será muito mais fácil.

Vinho tinto é melhor que vinho branco.

Quantas vezes você já ouviu uma pessoa dizer que não toma vinho branco? Brancos e tintos apresentam características diferentes, mas não há como classificar que um seja melhor que o outro. Existem diversos tipos de vinhos brancos, desde os leves e refrescantes até os envelhecidos e de longa guarda, assim como acontece com os tintos, espumantes, etc. Quer tirar a prova de que não há superioridade entre eles? Deguste às cegas, em uma taça escura e você irá se surpreender. Aqui a dica: La Viña de Sofia Albariño Clásico.

Mulher só gosta de vinho doce ou suave.

Esse é um dos maiores preconceitos do mundo dos vinhos: rotular vinhos para mulheres ou para homens. Há tempos as mulheres invadiram o mundo dos vinhos, como enólogas, sommelières e apreciadoras. Vinho de mulher é o vinho que ela quiser, doce ou seco; branco ou tinto; espumante ou tranquilo. Aqui um exemplar tinto, seco e elegante e queridinho das consumidoras da Grande Adega Ramos Reserva tinto.

Quando o vinho é doce é porque foi acrescentado açúcar.

Não, aliás nada é colocado no vinho para dar sabores ou aromas. Se você sente algo como café, balsâmico, frutas vermelhas, cítricas ou ainda flores na degustação é porque os mesmos compostos químicos que se originaram da fermentação ou do amadurecimento dos vinhos estão nessas substâncias. O vinho pode ser doce por causa de vários métodos de elaboração: através de colheita tardia das uvas; de um processo chamado podridão nobre, causado por um fungo; ou ainda fortificado, quando a fermentação é interrompida por adição de álcool vínico. Mas esse açúcar residual é sempre da fruta, pelo menos em vinhos de qualidade. Quer comprovar? Experimente o fortificado Porto Burton’s 10 anos.

Não existe vinho bom e barato.

Mas é claro que existe. A gente costuma falar em vinho honesto, ou seja, que oferece aquilo que realmente custa. As vinícolas trabalham desde os vinhos de entrada, os mais simples, até os de alta gama, passando por diferentes linhas. Porém, todos, independentemente de suas categorias, são elaborados com muito cuidado e qualidade. Pelo menos é assim que a Grande Adega seleciona os seus fornecedores. Uma dica: se o vinho mais simples de um produtor é bem elaborado, a tendência é que todos do portfólio tenham a mesma qualidade. Experimente o Saludas DOP Jumilla e confira como vinho de bom preço também pode ser excelente.

Todo vinho deve ser consumido jovem.

Não! Alguns são elaborados para ser consumidos jovens e outros devem esperar muito tempo para serem degustados, o que chamamos de vinho de guarda. Como identificar se é para uma coisa ou outra? Um dos balizadores é o preço, já que os vinhos de guarda geralmente são mais elaborados e permanecem muito tempo em adega e, consequentemente, custam mais caro. Lembrando que 95% do vinho produzido no mundo é para consumo em, aproximadamente, cinco anos. Mas há preciosidades que só melhoram com o tempo, como o Don Aurelio Gran Reserva.

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