Vinhos varietais e de corte?

Continuando nossa “tradução” do vocabulário do mundo dos vinhos, o significado dos rótulos varietais ou de corte numa explicação descomplicada.

Para resumir: qual a diferença entre vinhos varietais e de corte? Os primeiros são elaborados com uma única uva; já os de corte, com mais de uma casta. Porém, nada é assim tão taxativo, não é mesmo?

Um vinho de corte, por exemplo, pode ser produzido com a mesma uva, porém de safras diferentes. Em alguns países, são considerados varietais aqueles com mais de 80% de determinada variedade, podendo ter outras na composição (essa porcentagem varia de acordo com as regras de cada região).

Vinhos de corte

Os vinhos de corte (blend, em inglês, ou assemblage, em francês) são aqueles que combinam uvas, estilos ou origens de vinhos com o objetivo de aprimorar o equilíbrio e dar ao vinho um estilo constante. São extremamente comuns na França, por exemplo, onde muito mais importante do que a uva é o terroir (a união de diversos fatores naturais e a mão do homem que fazem parte da vitivinicultura). Os vinhos de corte são evoluções dos varietais, pois a decisão sobre uvas e quantidades é um trabalho que exige muita habilidade e experiência.

Vinhos varietais

Aqui o varietal está relacionado à variedade da uva. O conceito surgiu nos Estados Unidos, porém cada país ou região tem suas regras próprias em relação ao que pode ou não ser denominado “varietal”, sendo que em alguns países do Novo Mundo permite-se chamar assim vinhos com entre 70 e 80% de determinada uva.

Para degustar

Vinhos de corte e suas respectivas uvas:

Château de Cathalogne Bordeaux

Uvas: Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc

Château Villemaurine Grand Cru Classé

Uvas: Merlot e Cabernet Franc

Vinhos varietais e sua uva:

Due Mari Primitivo Puglia IGT

Uva: Primitivo

Viña Otano Jovem

Uva: Tempranillo

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