Você já ouviu falar em Vinho de Meditação?

Você não precisa ser um monge tibetano para provar um Vinho de Meditação. Que tal aprender sobre esta classificação não oficial do mundo dos vinhos? Confira!

Existem duas coisas que nunca saem de moda, o vinho e a meditação. Enquanto a bebida surgiu há mais de 7 mil anos, a prática tem sua origem datada nos idos de 1.500 a.C., mostrando que ambas coexistiram por milênios. Mas e essa história de Vinho de Meditação,  tem alguma correlação com a tradição oriental?

Se você imagina alguém tomando um vinho com as pernas cruzadas olhando para as montanhas, sentimos muito, mas não é exatamente isso que “meditação” significa aqui. Quer dizer, dependendo do caso, pode até ser que seja. Enfim, sem mais enrolação, vamos ao que interessa?

Antes só do que mal acompanhado

Quando o assunto é vinho, sempre falamos sobre as infinitas possibilidades de harmonizações, mas, em alguns casos, a bebida é considerada boa a ponto de que só o ato de pensar em combiná-la com algum prato pode estragá-la. Estamos falando dos Vinhos de Meditação, aqueles que são tão completos que devem ser degustados sozinhos.

Nesse sentido, podemos falar que a “meditação”, aqui, refere-se à ideia de estar presente no momento e saborear cada aspecto da experiência, passando pelos visuais, olfativos e, é claro, os gustativos.

E quem determina se um vinho é bom suficiente para ser considerado de meditação?

Ao contrário do que possa parecer, delimitar quais rótulos se enquadram nesta classificação não é uma tarefa muito objetiva. Na verdade, é importante ter em mente que, quando falamos em Vinhos de Meditação, não estamos falando em uma categoria técnica ou oficial.

Justamente por esse motivo, cabe a cada um de nós decidir quais rótulos se enquadram neste conceito. Se é bom e você acredita que dá para degustar sozinho, está ótimo! É claro, porém, que existem alguns consensos entre enólogos e especialistas. Na maioria das vezes, por exemplo, são considerados “de meditação” aqueles vinhos de safras excepcionais, com destaque especial para os fortificados, que são naturalmente ideais para serem consumidos sem acompanhamento.

Com isso em mente, trouxemos algumas sugestões perfeitas para você que quer experimentar estas sensações:

Justino’s Madeira 10 anos

Vinho doce, de cor âmbar e aromas que remetem a melaço e caramelo, com a presença de notas tostadas. É encorpado, possui taninos macios e excelente acidez, característica marcante dos vinhos da Ilha da Madeira. O lote envelheceu em madeira por, no mínimo, 10 anos.

Porto Burton’s 20 Anos

Apresenta aromas de frutas secas com notas de especiarias. Em boca, é doce, equilibrado, fresco, longo e persistente. O lote envelhece em madeira por, em média, 20 anos, até ser engarrafado.

Duorum Porto Vintage DOC

Aromas elegantes de frutos pretos maduros, como amora, ameixa e cassis, e balsâmico. Em boca, é doce, muito encorpado e com grande estrutura, apresenta uma acidez bem equilibrada, taninos firmes e maduros. A safra de 2011 marcou impressionantes 94 pontos no Robert Parker e na Wine Spectator.

Duorum LBV – Late Bottled Vintage 2018

Apresenta aromas intensos, concentrados e complexos. Destacam-se as frutas pretas maduras como amora, ameixa e cassis, e as notas balsâmica, de cedro e outras madeiras exóticas. Em boca, possui acidez equilibrada, taninos maduros, excelente estrutura e final prolongado.

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